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UDEMO |3/06/14 11:07| Atualizado em 3/06/14 12:01


Matéria publicada na Folha de São Paulo, 01 de junho de 2014.

Escolas fecham para jogos e deixam pais em apuros na Copa

FELIPE SOUZA
GIOVANNA BALOGH

Além do placar dos jogos, a Copa do Mundo trará outra preocupação para pais e mães: com quem deixar os filhos nos dias em que houver partidas da seleção.

Como não há um calendário a ser seguido, escolas e creches decidiram fechar em todos os jogos do Brasil.

Outras optaram por abrir em meio período e ainda há algumas que decidiram antecipar as férias do meio do ano para os dias das partidas.

A mudança obrigou famílias a se reorganizarem para cuidar dos filhos ou continuar trabalhando enquanto boa parte do país vai parar.

Mãe solteira e autônoma, a fotógrafa Maria Isabel Moreira Junqueira, 28, conta que vai ter que dispensar trabalhos para ficar com o filho, Antônio, de um ano e meio.

Ele passa quatro horas e meia na escola, que fechará a partir do meio-dia nos jogos da seleção e o dia todo quando tiver alguma partida no Maracanã, no Rio, onde moram.

Maria Isabel tem certeza de que a mudança na rotina vai atrapalhar as contas no fim do mês. "Os pais que trabalhariam nos dias de jogo é que vão ficar no prejuízo."

Já a jornalista Vanessa Rabello Fusari, 32, vai contar com a ajuda da mãe para cuidar de Lucca, 4, e Beatriz, 1.

A família de Vanessa mora em Santo André (Grande São Paulo) e terá que se deslocar até a casa dos avós das crianças, na capital paulista, nos dias em que a escola não funcionar. "Os pais ficam sem alternativa. Vamos ter que acordar mais cedo, gastar mais gasolina", comenta.

TORCIDA EM DOBRO

Além de interromper aulas do período vespertino quando houver jogos do Brasil, o colégio Porto Seguro, em São Paulo, vai tirar parte dos alunos da sala para assistirem aos jogos da Alemanha, país de origem do colégio.

O coordenador institucional de esportes do colégio, Alexandre Hammer Calixto, 41, afirmou que a decisão de não haver aula nos jogos foi feita após reunião com os pais e responsáveis dos alunos.

"A maior parte das empresas vai dispensar os funcionários. Nossa decisão vai preservar nossos alunos do estresse de ficar longe de casa em um dia de tumulto", diz.

REDE PÚBLICA

Os 4 milhões de alunos que estudam em escolas estaduais de São Paulo poderão assistir aos jogos em casa. Isso porque todos estarão em férias a partir de 12 de junho –dia da abertura do Mundial.

Para antecipar o descanso, o governo alterou o calendário. Os alunos começaram a estudar algumas semanas mais cedo, em 27 de janeiro.

Segundo o Estado, a intenção foi colaborar com a organização dos setores públicos e privados na oferta de serviços e diminuição do trânsito.

Mesmo com a greve dos professores municipais que completa neste domingo (1º) 39 dias, a prefeitura também antecipou as férias de julho.

Durante esse período, as creches municipais funcionarão em esquema de polos, abrindo em períodos alternados de 15 dias.


 

 

 

 
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