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UDEMO | 14/02/19 | Atualizado em 21/02/19 12:51


O PERIGO DAS MÍDIAS SOCIAIS


“As mídias sociais são a vitória da imprensa marrom sobre a imprensa
com credibilidade. A ética desse tipo de imprensa marrom é
de enxame. Por onde passa, arrasa o mundo”. (L. F. Pondé)


Há um grupo, numa rede social, denominado “Grupo de Diretores e Supervisores Efetivos da Rede Estadual do Estado de São Paulo”, ou, mais resumidamente, “Aposentadoria Especial”, criado para lutar pela aposentadoria especial dos especialistas de educação.

No dia 12/02/2019, recebemos a seguinte mensagem que, em princípio, teria sido enviada pela criadora e administradora do grupo a um colega de nome “Edison”:

“Sim, nos apoie, porque o presidente não luta como deveria lutar. Temos que precionar (sic) a Udemo, o presidente está lá, já é chapeado (sic). Não vejo luta nenhuma (sic) da parte dele”.

Conhecendo a criadora e administradora do grupo, e duvidando que ela tivesse feito esse comentário, enviamos-lhe um e-mail para que ela se manifestasse. A resposta veio com a negativa, conforme esperávamos. A colega afirma que não fez esse comentário, que o comentário não é verídico; e mais, que não foi o grupo que fez o que está no texto.

Aproveitamos esse incidente para alertar os colegas sobre os perigos das redes sociais e para responder ao (à) autor(a) da calúnia, com fatos.

Perigos das redes sociais

É por permitir manifestações como essas, que as mídias sociais vêm sendo chamadas de “imprensa marrom”, ou seja, desonesta, antiética, sem nenhum compromisso com a verdade, sem nenhuma preocupação com os resultados. Qualquer pessoa pode entrar na rede e fazer o comentário que quiser, sobre quem quiser, de forma leviana e difamatória. Daí o cuidado dos criadores e administradores de grupos nas mídias sociais. A qualquer desvio, eles devem se posicionar, prontamente!

Já conhecemos as práticas das mídias sociais e sabemos aonde elas vão dar, que não é porto seguro.

Reiteramos que toda mobilização a favor da categoria é válida e bem-vinda, desde que seja para somar e não para dividir (“cuidado com o divisionismo!”); que não atropele as entidades; que seja honesta, ética, e não para agredir, difamar.

Sobre a manifestação no grupo

“Sim, nos apoie, porque o presidente não luta como deveria lutar. Temos que precionar (sic) a Udemo, o presidente está lá, já é chapeado (sic). Não vejo luta nenhuma (sic) da parte dele”.

Sempre alertamos os colegas de que, nos seus textos, tenham um certo cuidado com a língua portuguesa (grafia, pontuação, concordância), porque somos professores (na docência ou no suporte pedagógico), e os nossos textos são lidos por diversas pessoas. O comentário de quem lê é sempre o mesmo: “se um professor escreve assim, imagine os alunos!” Idem, quando se trata de Diretores e Supervisores. O “precionar” pegou mal! O correto é pressionar, que vem de pressão, exercer pressão. Pontuação, então, podemos esquecer.

Quanto à mensagem, ela se volta mais contra o presidente da Udemo, que “já é chapeado (??), e não luta como deveria lutar”.  Portanto, o problema é antes pessoal que sindical. E mostra que o (a) colega desconhece como funciona a Udemo, como são tomadas as decisões, em quais instâncias, como elas são executadas e o que cabe ao presidente.

Ao se referir ao trabalho da Udemo e do presidente, o (a) colega afirma: “Não vejo luta nenhuma (sic) da parte dele”. O uso do verbo aí é sintomático, e é típico de rede social, que não se compromete com a verdade, a ética, mas também teme o enfrentamento. O (A) colega “não vê luta nenhuma. Pode até haver alguma luta, mas ele(a) não vê. Para quem lê, a mensagem é clara: não existe luta alguma. Para quem envia a mensagem existe sempre a possibilidade do famoso “não foi isso o que eu quis dizer”. Eu apenas afirmei que não via luta, não que ela não existia!

Eis a história que esse (a) colega deixa de contar, o que sugere que ele (a) não está comprometido (a) com a causa da aposentadoria especial, mas sim com se autopromover e tentar depreciar uma entidade de classe.

Em 2013, depois de uma audiência pública na ALESP, o Deputado Carlos Giannazi contatou a Udemo para uma conversa sobre uma ideia que ele tinha de apresentar um Projeto de Lei Complementar garantindo o direito à aposentadoria especial do magistério aos titulares da carreira que ocuparem os cargos de Diretor, Coordenador, Supervisor e a função de Vice-diretor. A ideia surgiu depois de a Procuradoria Geral do Estado alegar que, para garantir esse direito (“a aposentadoria especial”), no Estado de São Paulo, teria de haver uma lei complementar dispondo sobre a matéria.

Trocamos algumas ideias com o Deputado Giannazi - que já havia elaborado projeto semelhante para os professores readaptados (PLC 01/2013)-, e entregamos a ele todo o material de que dispúnhamos na época.

O nobre Deputado, então, elaborou e encaminhou o PLC nº 02/2013, que “garante direito à aposentadoria especial do magistério aos titulares da carreira que ocuparem os cargos de Diretor, Coordenador, Supervisor e a função de Vice-diretor”.

Na Justificativa do Projeto, o Deputado Giannazi assim se manifesta:

“Segue abaixo, ofício encaminhado pela entidade sindical que acolhe os diretores de escola da rede estadual (UDEMO) à Procuradoria Geral do Estado, tentando mais uma vez mostrar o equívoco da decisão estadual (que parece sempre querer apenas prejudicar os funcionários e tirar direitos).

Fazemos dessas palavras as nossas”.....(g.n.)

(Seguem dez páginas de documentos e argumentações da Udemo, transcritos na íntegra).

Reiteramos que foi um privilégio trabalhar com o Deputado Giannazi, que sempre levou educação a sério. É uma honra poder afirmar que a elaboração do PLC nº 02/2013 contou com a nossa participação!

A partir da propositura, a Udemo fez várias gestões na ALESP pela tramitação e aprovação do PLC 2/2013. É óbvio que o projeto enfrentou resistências desde o início, por se tratar de um deputado da oposição.

Recentemente, no dia 05/02/2019, na sede da Apase, houve uma reunião entre as 5 entidades do Magistério: Apampesp, Apase, Apeoesp, CPP e Udemo. Um dos itens da pauta foi exatamente a aposentadoria especial. A decisão unânime foi a de aguardar a posse dos novos Deputados, a nova composição da ALESP, para então retomarmos a luta pela aprovação do PLC 02/2013.

Essa informação – reunião das entidades – foi passada pela Udemo Central à criadora e administradora do grupo, via e-mail, na terça-feira, dia 12/02/2019, às 10:22.

Além da questão específica (PLC Nº 02/2013), a Udemo já vinha lutando pela aposentadoria especial desde os anos 1990, em Brasília, em São Paulo, junto à SE, o Governador do Estado e a própria ALESP. Basta entrar no site do STF, digitar ADI 3.772 e ler o relatório da ação para ver o nome da Udemo mencionado como referência para o Estado de São Paulo. Um detalhe: ao justificar seu voto favorável a nossa aposentadoria especial, o Ministro Relator cita a Udemo, o material por ela enviado, e os Diretores de Escola da rede pública estadual. Ou seja, vitória da Udemo!

No ano passado, 2018, após negociações envolvendo as entidades e a Secretaria da Educação, o Governador assinou um projeto de lei complementar garantindo a nossa aposentadoria especial.

No anúncio do projeto, o Governador disse: “atendendo uma antiga e justa reivindicação da Udemo e da Apase, estou assinando o projeto de lei complementar que faz justiça aos Diretores e Supervisores”.

Apesar de tudo isso, o (a) colega deixa claro que não vê luta nenhuma da Udemo e do presidente. Com certeza, também não viu, no site da Udemo, as 152 matérias sobre a nossa luta pela aposentadoria especial!

As pessoas sérias, éticas, veem tudo: não apenas o que lhes interessa divulgar, mas também o que não lhes convém publicar!

Consultem sempre o site da Udemo!
Cuidado com as redes sociais!


Saudações,
Udemo Central.


A propósito, vejam as informações que recebemos, do grupo, depois de publicada esta matéria no nosso site.

Administradora do Grupo: Pessoal, recebi um e-mail do presidente da Udemo, Sr Francisco Poli. Ele me questiona sobre uma mensagem postada  aqui no grupo. Disseram a ele que eu sou a autora da mensagem que cita o presidente da Udemo. Expliquei que sou a criadora e administradora do grupo, mas que não sou autora da frase. Pedi desculpas em nome de todos nós e expliquei que estamos em busca de apoio. Que coisa mais desagradável. Vamos medir nossas palavras. Mas, a pessoa que levou até ele a mensagem postada aqui e me acusou não foi nem um pouco consciente.

Não identificado: Eneida, lamento por seu constrangimento e me solidarizo contigo. Fico ainda mais chocada quando penso na posição profissional dos membros desse grupo - somos gestores educacionais. Temos que contar agora com o profissionalismo que certamente o Sr. Poli terá, e com o profissionalismo dos colegas deste grupo, ao postar ou ''compartilhar'' postagens, ou conteúdos de postagens, do grupo.

Comentário da UDEMO:

Essas duas mensagens confirmam o que dissemos antes:

1. Tínhamos certeza de que não havia culpa da criadora e administradora do grupo no episódio;

2. O cuidado que é preciso ter com as mídias sociais.


 

 

 

 
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