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UDEMO | 14/03/19 13:14 | Atualizado em 18/03/19 10:34


TRAGÉDIA - 2

Colega,

Frente à tragédia de ontem, na EEPG Prof. Raul Brasil, em Suzano, a Udemo postou matéria do site, fez contato telefônico com a família da Diretora, que é nossa associada, e enviou um e-mail à colega.

Eis a matéria do site:

TRAGÉDIA !!

Dois atiradores entram numa escola pública em Suzano – EE Prof. Raul Brasil – uma escola, uma instituição de ensino pública, destinada à formação integral dos alunos e seu preparo para a cidadania, e assassinam, friamente, alunos e funcionários sem a menor condição de defesa. Nossa indignação com esse ato covarde é total. Onde está o Estado, nesse momento? Onde está a segurança da escola? Onde está a segurança pública? Onde, o respeito à vida, às pessoas e suas famílias? Na mídia, na promessa de que tudo será apurado prontamente?

Abriu-se um terrível precedente! Como ficarão as nossas escolas a partir desse precedente? Há quanto tempo vimos denunciando a falta de segurança nas escolas públicas, sem que nenhuma medida efetiva tinha sido tomada!

Esse terrível acontecimento comprova duas coisas: estamos entregues à barbárie, e, também no quesito segurança, o estado está falido.

Ao estado, a nossa total indignação! À escola (gestores, docentes e funcionários) às vítimas e suas famílias, nossa absoluta solidariedade, colocando-nos à disposição para todas as medidas possíveis e necessárias.

Hoje é dia de luto, mas amanhã será dia de luta!


Eis o conteúdo do e-mail enviado à colega:   

Prezada colega,

Neste momento de dor, indignação e revolta queremos estar ao seu lado, dividindo com você todo esse sofrimento. Esse episódio trágico e covarde mostra que continuamos reféns da barbárie, e o estado que defende a escola pública aberta o tempo todo e para todos, é o mesmo que não lhe provê segurança alguma. Nem segurança, nem porteiro, nem funcionários!

Mais uma vez, compartilhando de todo o seu sofrimento, colocamo-nos à sua inteira disposição para tudo o que lhe pudermos fazer.

Atenciosamente,

Udemo Central.


Hoje, 14 de março, um dia após o trágico evento, vimos a publicação da SE que, em meio às manifestações de solidariedade, compartilha breves sugestões de atividades para auxiliar no acolhimento dos professores, funcionários e alunos.

São atividades e atitudes que visam a diminuir o estresse pós-traumático em casos como esse, e que têm comprovação científica. Portanto, neste sentido agiu bem a SE.

Esperamos que a SE continue agindo bem e prontamente, mas para evitar que episódios como esse se repitam. Uma primeira medida – urgente – seria preencher o módulo das escolas, alocar seguranças e manter um controle mais eficiente de entrada e saída de estranhos (não-alunos) nos prédios escolares. Isso é o que as escolas particulares fazem, investindo pesado em segurança - até como exigência dos pais de alunos - dificultando e até impedindo as ações de loucos, vândalos, traficantes e assassinos.

Neste momento, estamos todos tomados de emoção, vendo e entendendo que se trata de um ato isolado,  provocado por dois rapazes mentalmente desequilibrados e violentos. Poderia acontecer em qualquer outro lugar. Afinal, vivemos a era da banalidade do mal.

Nosso receio é que, com a guerrilha virtual que se instalou na sociedade e no mundo, via redes sociais, logo se comece a culpar a escola pelo ocorrido. E aí, a vítima vira réu!

Nosso receio, também e principalmente, é que, passada a emoção e esquecido o fato pela imprensa, tudo continue como antes, com as escolas públicas sem segurança e reféns de loucos e bandidos. Ainda mais agora que toda a imprensa mostrou que é muito fácil entrar nessas escolas.


 

 

 

 
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