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UDEMO | 29/03/19 10:13 | Atualizado em 4/04/19 13:27


Reforma da Previdência e Justiça Social

Justiça social é uma construção moral e política baseada na igualdade de direitos e na solidariedade coletiva. Em termos de desenvolvimento, a justiça social é vista como o cruzamento entre o pilar econômico e o pilar social. Como conceito, a justiça social parte do princípio de que todos os indivíduos de uma sociedade têm direitos e deveres iguais em todos os aspectos da vida social.

Para ilustrar o conceito, diz-se que, enquanto a justiça tradicional é cega, a justiça social deve tirar a venda para ver a realidade e compensar as desigualdades que nela se produzem. No mesmo sentido, diz-se que, enquanto a chamada justiça comutativa é a que se aplica aos iguais, a justiça social corresponderia à justiça distributiva, aplicando-se aos desiguais. (Wikipedia)

Analisando a questão por esse ângulo, a reforma da Previdência está na contramão da justiça social, uma vez que ela mantém os privilégios das classes já tradicionalmente privilegiadas e retira benefícios das categorias menos favorecidas. Ou seja, a reforma institucionaliza a desigualdade, em favor dos mais favorecidos.

Por outro lado, a justificativa para a reforma da Previdência é a questão financeira, o equilíbrio fiscal (o pilar econômico), esquecendo-se de que essa reforma tem consequências sérias sobre pessoas, cidadãos, famílias (o pilar social), e que nenhuma reforma dessa envergadura pode esquecer o fator justiça.

Reforma com justiça é aquela que não mantém privilégios. E não onera os menos favorecidos !


 

 

 

 
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