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UDEMO | 10/02/20 | Atualizado em 10/02/20 10:12


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A Assembleia Legislativa do Maranhão aprovou o Projeto de Lei enviado pelo Governador reajustando os salários dos professores da rede estadual. Com esse reajuste, os professores passarão a receber (de imediato) um piso salarial de R$ 6.358,00 por uma jornada de 40 horas semanais. Com a aplicação dos reajustes às referências na carreira, professores que já têm mais tempo de serviço passarão a receber R$ 8.092,00. Com esse reajuste, os professores maranhenses passam a ter o maior salário do Brasil. Simples assim, sem muito alarde, encenações e holofotes.

Aqui em São Paulo, o Estado mais rico do país, a Secretaria da Educação ruge alto para parir um ratinho. O rugido: “Educação se faz com pessoas. E, neste processo, o professor é peça fundamental. Afinal, é ele quem atua como agente de transformação na  vida dos estudantes, e isso reflete diretamente na sociedade. Por essa razão, a valorização do professor é assunto prioritário”. O ratinho parido: o salário inicial terá o valor de R$ 3.500,00, que passará a valer após aprovação da Lei. E, em 2022, de R$ 4.000,00. Isso é salário de professor?

As pestes que acompanham o ratinho. 1) Para fazer jus a essa “fortuna” prometida para 2022 (daqui a dois anos, campanha eleitoral!), os professores vão ter de aceitar uma “Nova Carreira” que implica, entre outras coisas, abrir mão de direitos conquistados ao longo de um século de lutas: gratificações, adicionais, sexta-parte, licença-prêmio etc. 2) O salário inicial terá um reajuste, mas este reajuste não se estenderá aos demais professores, cujos salários estão acima do piso. 3) A promessa já vem com uma chantagem: ou você aceita uma “nova carreira”- que não é nova, não é carreira, que é totalmente desfavorável – ou você não terá reajuste algum! 4) E com uma fraude: “A proposta, já apresentada, foi baseada em escutas da rede, uma série de pesquisas e estudos realizados”. Pode até ser uma proposta, mas, quando foi anunciada, não era um projeto. “Escutas da rede, pesquisas e estudos” não substituem o necessário e democrático “debate” com a rede.

Bem o disse o Governador do Maranhão: “enquanto uns gritam e tentam chamar atenção com confusão, estamos trabalhando com seriedade".

Com esses salários não dá!
Com este pessoal da SEDUC, também não !


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