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UDEMO | 18/02/20 | Atualizado em 18/02/20 10:05


Educação, Salários e SEDUC

O Brasil deveria cuidar do salário dos professores para alcançar o objetivo da eficiência educacional. A meta seria um salário quase três vezes maior que o atual. O Brasil é o lanterninha em um ranking internacional que compara a eficiência dos sistemas educacionais de vários países, levando em conta parâmetros como os salários dos professores, as condições de trabalho na escola e o desempenho escolar dos alunos. O país aparece como um dos últimos em termos de salário pago aos professores. São Paulo fica em 16º lugar (num total de 27) no ranking nacional, no parâmetro salário dos professores. A crise econômica e fiscal não deve ser uma desculpa para não investirem nos salários dos professores. Muitos países começaram as mudanças educacionais mais transformadoras durante grandes crises econômicas. Muitos dos países com melhores desempenhos são pobres em recursos naturais. Uma interpretação é que nesses países – bons exemplos incluem Finlândia, Japão e Cingapura – os cidadãos entendem que seus países devem viver da sua inteligência e que isso depende da qualidade da educação oferecida.

O gasto do Brasil com a educação pública foi o segundo menor de todos os países da OCDE e parceiros - US 3.066, contra uma média de US$ 9.487. O país ficou em 34º no ranking de 35 países da organização.

Em nenhum lugar, a qualidade do sistema educacional excede a qualidade dos seus professores. Os melhores sistemas também selecionam e treinam suas equipes docentes com cuidado. E oferecem um ambiente no qual os professores trabalham juntos para traçar boas práticas. Para atingir um ensino de excelência e uma educação de qualidade, os países que fizeram maior progresso educacional atraem os melhores diretores para as escolas mais problemáticas e os professores mais talentosos para as salas de aula mais desafiadoras. Investem seus recursos onde eles mais podem fazer diferença e garantem que os melhores alunos – e não os mais ricos – consigam os melhores lugares nas escolas.

Obrigado, Andreas Schleicher, criador do Pisa (teste internacional de aprendizagem) e diretor do departamento educacional da OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico) por esse excelente material! A SEDUC, se quisesse, teria muito que aprender com Vossa Excelência! Como ela não quer, só lhe resta inventar e enganar!


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