Destaques

 

 

UDEMO | 28/02/2020 | Atualizado em 28/02/20 14:45


NÃO SE OMITA!
NÃO TENHA MEDO!

 

O recente – e terrível - episódio na EE Emygdio de Barros mostrou a importância de a UDEMO ter ciência imediata dos fatos tal como ocorreram, e não como a SEDUC e a imprensa costumam divulgar. De acordo com a SEDUC e a imprensa, a Diretora foi a culpada pelo incidente; por ter chamado a polícia, por não ter controlado a polícia, e por não estar presente na escola no momento da agressão. Por isso, “como consequência de tantos erros”, a Diretora já havia pedido a cessação da sua designação. Nas rápidas e contundentes palavras do Secretário, mesmo que não tivesse pedido a cessação, a Diretora já estava sumariamente afastada!

Posteriormente, o Secretário tentou “dourar a pílula”, “abaixando um pouco a bola”. A verdade é que a Diretora estava sendo vítima da mais absoluta injustiça; ela estava sendo linchada para “dar uma satisfação à opinião pública” e encobrir a culpa da SEDUC. O Secretário, percebendo que havia falado demais e que agira sem pensar, com arrogância e mandonismo, aos poucos foi tentando resolver a questão de forma mais tranquila (para ele) junto à DE. Foi sugerido até  mesmo que, se a Diretora saísse da escola “numa boa”, alegando motivos particulares, eles arrumariam um “cantinho” para ela na DE. A Diretora, todavia, resolveu pedir, de forma motivada e fundamentada a cessação de sua designação, esclarecendo tudo o que aconteceu e o que vinha  acontecendo na escola, e que era de conhecimento da DE e  da Secretaria da Educação, que nada fizeram para ajudar a escola e  a Diretora.

Esta situação  foi de imediato levada ao conhecimento da UDEMO, que apoiou a Diretora e endossou sua recusa  em ser “encostada”, preferindo retornar  a seu cargo de professora. Além do que que já relatamos no nosso site (veja a matéria “A Verdade”) há mais detalhes importantes no episódio. 1) Não é verdade que a Diretora não estava na escola no momento da ação policial. Naquele momento, ela estava tentando conter um menor  e evitar que a polícia o apreendesse. Só foi informada da ação da polícia depois que o problema já estava sob controle. 2) O ex-aluno que causou todo o problema, já é maior, tem 19 anos de idade, está na 2ª série do ensino médio, período noturno, mas se recusa a ir para o EJA. Em 2018, ele passou por 3 escolas diferentes; em 2019, por 4 escolas diferentes. De todas elas saiu por problemas graves, com vários registros de ocorrências na polícia(B.O.), inclusive de agressão física contra professor. Foi mantido na EE Emygdio de Barros por ingerência indevida da DE. Em 2020, não compareceu um dia sequer à escola, salvo no dia da confusão. 3) A escola Emygdio de Barros funciona em dois prédios; de manhã, com 20 classes de Ensino Médio; à tarde, com 18 classes de Fund.II; à noite, com 5 classes de Ensino Médio. Seu módulo comporta 11 Agentes de Organização Escolar. Tem 4 ! Uma na função de GOE, uma readaptada na Secretaria da Escola e dois  exercendo as funções de Agentes. Portanto, como Agentes, mesmo, apenas 2, para cobrir todos os períodos e os dois prédios! 4) No núcleo de gestão, a escola conta com 1 Diretor, 1 Vice-Diretor e 2 Professores Coordenadores. Todos ultrapassam suas jornadas de trabalho e “acumulam” funções e tarefas dos profissionais que não existem! 5) No corpo docente, 4 professores são readaptados.  6) Na noite do incidente, a Diretora ficou cerca de doze horas numa Delegacia de Polícia, para poder relatar o caso, sem acesso a água, alimentação e banheiro. Se ficasse quieta, a Diretora ainda sairia como a culpada de toda a confusão. Os policiais seriam os “trogloditas” a mando da Diretora. O Secretário da Educação, por outro lado, sairia como o herói, o mocinho, o “bom”, o que manda, faz e acontece, e na hora! Mas, com uma rápida apuração dos fatos junto com a UDEMO, as coisas mudaram. O verdadeiro culpado é o Secretário da Educação. A culpa aqui é objetiva; é ele que está no comando da SEDUC. Culpada é também a Diretoria de Ensino que obrigou a escola a rematricular o aluno na mesma escola, contrariando uma decisão do Conselho de Escola, que é deliberativo, autônomo e soberano. A DE é culpada também por saber de todos os problemas que a escola vinha enfrentando e, mesmo assim, não ter ajudado a Diretora. Com relação à polícia, isso nada tem a ver com a Diretora; certa ou errada, a polícia age mediante protocolos.

Principalmente, a Diretora não é culpada pelo estado de calamidade em que se encontra a EE Emygdio de Barros. Se ela tivesse se omitido, com medo de esclarecer e denunciar tudo o que aconteceu, a Diretora teria ficado como culpada por todos que não conhecessem a verdade, verdade esta apresentada pela UDEMO em seu site.

Portanto, se, enquanto gestor(a) você passar por situação semelhante, não se omita, não tema, procure a Udemo !

Sozinho (a) você é fraco (a) ! Juntos, somos fortes!

 

Observação: Matéria alterada em 28/02 às 14h29, em substituição a anterior.


Participe, também, do Grupo de divulgação da UDEMO no Facebook!

 

 

 
Filie-se à Udemo
Decálogo
 
 
 
 
 
 
Parceria UMC