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UDEMO | 13/03/20 | Atualizado em 13/03/20 12:02


A SEDUC E O CORONAVÍRUS

Frente a qualquer doença - endemia, epidemia ou pandemia -, as piores atitudes são o pânico, a histeria; ou, no outro extremo, o descaso. A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou a pandemia do novo coronavírus. Isso significa que não há mais um grupo específico de risco (‘os que viajam para o exterior’) e implica que os países devem se manter focados na contenção e no combate à doença. No Brasil, o maior número de registros confirmados da doença está em São Paulo, que já conta com a possibilidade de pandemia. A prevenção é o melhor – e em alguns casos o único – remédio! Uma agravante, nessa doença, é uma grande maioria de pacientes assintomáticos ou pouco sintomáticos (cerca de 80%), que disseminam a doença, antes de precisar serem internados. É um ‘efeito dominó’: depois que um cai, muitos outros que estão próximos também caem. E aí, o sistema de saúde não dá conta dos casos. Nem aqui nem na Europa!

Formas eficientes de prevenção: evitar aglomerações, lavar as mãos frequentemente com água e sabão; usar antisséptico de mãos à base de álcool gel 70%, principalmente após tossir ou espirrar, depois de ir ao banheiro e antes/depois de comer. Ao tossir e espirrar, cobrir a boca e o nariz, usar lenço descartável; evitar ficar em contato próximo a pessoas com febre e tosse.

Vamos ser realistas: como fazer, efetivamente, essa prevenção nas nossas escolas públicas estaduais? Escola é, por princípio, aglomeração! Muitas delas não contam com a mínima infraestrutura de limpeza e higiene. Álcool gel à base de 70%, para todos os alunos? Lenço descartável? Utopias! Evitar ficar em contato próximo a pessoas com febre e tosse ? Como ? Indo todos para o fundo da sala ?

Insistimos: sem pânico, sem histeria, mas também sem descaso ! A SEDUC deveria avaliar melhor sua decisão de não suspender as aulas, neste momento. Não é boa política esperar que a situação se agrave para então agir. Há várias formas de se garantirem os 200 dias letivos, sem colocar em risco alunos, professores e servidores. Algumas escolas particulares e universidades públicas, por cautela, estão suspendendo as aulas até o fim do mês.

Fica aqui a sugestão da UDEMO: a Secretaria da Educação e a Secretaria da Saúde deveriam repensar essa decisão.


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