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UDEMO | 31/03/20 | Atualizado em 31/03/20 13:31


FÉRIAS COLETIVAS!

Estresse desnecessário!

A dor é inevitável, mas o sofrimento é uma opção!

 

É difícil definir algumas medidas. Saber se são bem-intencionadas, se são demagógicas, se são frutos da ingenuidade, produtos da alienação; se são apenas politicamente corretas ou de marketing.

É o caso das medidas exigidas dos alunos, professores e gestores – principalmente dos professores – neste período de suspensão das atividades presenciais nas escolas públicas estaduais, em função da COVID-19.

Alguns dados precisam ser lembrados – apenas os principais -, que são premissas para a análise dessas medidas:

  1. Recesso e férias são períodos de descanso; o recesso, para os alunos; férias, para alunos e professores. A antecipação desses institutos não devem descaracterizá-los: não são momentos de trabalho;
  2. É grande o número de alunos que não têm acesso à tecnologia digital, por vários motivos, sendo um deles a ausência da internet na região; estima-se em cerca de 70% os alunos que estão nesta situação;
  3. Está na mesma proporção o número de alunos que não têm auxílio/orientação/controle/estímulo em casa para usar as ferramentas de aprendizagem formal remota. Portanto, um eventual “sucesso” com esse projeto seria uma medida discriminatória, atingindo uma minoria, mas deixando fora a maioria dos alunos da rede;
  4. A SEDUC não tem a expertise necessária nesse tipo de trabalho. E aqui, a culpa não é dela. Nosso ensino é basicamente presencial. Não se podia prever um “estado de emergência” dessas proporções, nesse momento;
  5. O que está-se tentando fazer é experimentar algumas formas de abordagem a distância, com base em experiências de algumas escolas privadas que já dominam essa tecnologia e que atendem uma clientela muito diferente das escolas públicas estaduais. Além do que, são unidades escolares individualizadas e não rede;
  6. Como consequência, vem o “efeito placebo”, o “duplo cego”: quem está receitando não sabe o que vai acontecer; quem está implementando não sabe como fazer nem qual será o resultado. Sejamos realistas: mesmo onde há infraestrutura – computadores, smartphones, internet, WiFi – as escolas, regra geral, não sabem ensinar pela internet, trabalhar com plataformas digitais; os professores nunca fizeram isso; estão aprendendo, fazendo, o que é, no mínimo, uma temeridade;
  7. Daí, a todo o pandemônio gerado por uma pandemia junta-se um outro fator de ansiedade e estresse: “dar conta do material enviado pela SEDUC para compensar a suspensão das aulas presenciais”.

Mais uma vez, a Udemo pondera e questiona: não é mais prático, sério e honesto declarar esse período como de “férias coletivas”, com todas as atividades suspensas? Terminada a quarentena, o isolamento, retoma-se tudo de onde se parou. Sempre foi assim, em momentos de greve, muitas das quais, longas. Pelo menos, a SEDUC estaria poupando professores e alunos de um sofrimento, um estresse desnecessário, já que o que está sendo proposto como alternativa, não vai funcionar. Aliás, já não está funcionando!

 


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