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UDEMO | 16/02/2022 | Atualizado em 16/02/22 10:08


Falso Piso - Fim da Carreira

O que pretendem o governador e o secretário da educação com a proposta de conceder um FALSO PISO (sim, falso!) para os professores (não extensivo aos aposentados) em troca de acabar com a carreira do magistério, eliminando os concursos públicos para Diretor de Escola, Supervisor de Ensino e até mesmo para os próprios professores, que poderão ser contratados por tempo determinado?

Rodrigo Ratier, do ECOA Uol – Por um Mundo Melhor – constata que “Só 10% dos diretores de escola têm formação específica. Como avançar? ....Liderar escolas exige conhecimentos atualizados de áreas como legislação, políticas públicas, gestão administrativa, financeira, do espaço, da tecnologia e de pessoas. Ter familiaridade com o cotidiano de uma sala de aula também é desejável, embora a parte didática propriamente dita fique à cargo da coordenação pedagógica. Esses profissionais, em conjunto com o orientador educacional, que cuida da relação com alunos e famílias, formam o chamado "trio gestor" de uma escola...”

Lara Simielli, diretora de Conhecimento Aplicado do D3 e professora do departamento de Gestão Pública da FGV, lembra que “ por aqui, a forma mais utilizada para o acesso ao cargo de direção ainda é a indicação política - 24% nas escolas estaduais e 66% nas municipais. Isso pode fazer com que a gestão escolar seja uma moeda de troca entre prefeitos e apadrinhados que não entendem nada de educação, dando palco para pessoas despreparadas ou, ao contrário, encurtando gestões bem sucedidas”!

"O Índice de Oportunidades da Educação Brasileira (IOEB), que mede as oportunidades educacionais oferecidas para todas as crianças e jovens em idade escolar, reitera a importância do diretor, destacando como um dos seus subindicadores o seu tempo de permanência na gestão", explica Lucinha Magalhães, coordenadora pedagógica da Comunidade Educativa CEDAC. "É preciso tempo para conhecer melhor as necessidades de sua comunidade e assim poder, de fato, contribuir com o funcionamento da escola e assegurar um clima escolar mais positivo para que as aprendizagens aconteçam".

É exatamente isso que o governador e o secretário de educação não querem: Diretores concursados, que permaneçam tempo na gestão. De olho nas próximas eleições, eles querem garantir que seus cabos eleitorais (prefeitos, vereadores e deputados) tenham liberdade total para colocar seus 5.300 apadrinhados nas direções das escolas, mais alguns milhares de Supervisores nas Diretorias de Ensino.

Essa proposta, se aprovada, será uma tragédia para a escola pública estadual. Mas, alguém acredita que o governador e o secretário estão preocupados com a escola pública estadual ? Eles só querem se eleger nas próximas eleições, mesmo que para isso tenham de destruir a escola pública e a carreira, como, aliás, já vêm fazendo, desde que assumiram o governo e a secretaria.

Agora, colegas, que tudo está muito claro, principalmente a perseguição ao magistério (com destaque para os aposentados) e o foco nas eleições, se a “Nova Carreira” for aprovada na Alesp, a culpa, em grande parte, será nossa, que não teremos lutado o suficiente para impedir esse desastre! As consequências serão nossas, das nossas famílias e dos nossos alunos!

Portanto, todos juntos, nesta mobilização;
todos mobilizados nesta guerra !

Salário confiscado,
voto negado!

Carreira aprovada,
eleição boicotada!


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